sexta-feira, 26 de março de 2010

Charlene Li 3 - Crie elo com o público

Cobertura especial - Seminário HSM Charlene Li
Crie elos com o público-alvo nas redes



Charlene Li, especialista em mídias sociais, fala sobre a Sociografia como uma maneira de rastrear o público nas redes para desenhar estratégias de marketing

Rastrear, encontrar e conversar. Esses são os três passos que Charlene Li, presente no Seminário de Estratégias de Redes Sociais da HSM, realizado no dia 25 de março, chama de Sociografia. Para a especialista em mídias sociais, a sociografia faz perguntas fundamentais como: Onde estão seus clientes online? Quais são os comportamentos sociais online de seus clientes? Em quais pessoas ou informações sociais seus clientes confiam? Qual é a influência social de seus clientes? Quem confia neles? Como seus clientes usam as tecnologias sociais no contexto dos produtos da sua empresa?

Com todas as respostas em mãos, a empresa já pode direcionar seus esforços de marketing e criar elos com os clientes. “Se analisarmos as conversas que acontecem hoje nas redes, cerca de 40% delas incluem algum tipo de marca ou serviço. É preciso mapear essas conversas e se for preciso interagir e saber ainda o que o seu concorrente está fazendo nestas mídias. Você pode até não entrar nas redes, mas estará perdendo a oportunidade de estabelecer relacionamentos novos. Se você vai entrar no mercado novo, porque não usar todos os recursos disponíveis?”, questiona Charlene.

Mas entrar nas redes não é o suficiente. É preciso entender o que está acontecendo em tempo real e estar pronto para interagir também em tempo real com as pessoas. Dar uma resposta em 24 horas já não é mais aceitável. “Para as empresas, ainda é difícil estabelecer o relacionamento na rede, por isso ressalto a importância de ouvir, aprender com os clientes, mudando a forma de enxergar e estabelecer sempre o diálogo,” pontua Charlene.

Empresas como Starbucks Coffee, Dell, Lego, Procter & Gamble e Kohl’s, têm conseguido conversar com clientes de maneira autêntica, dando consistência nestes relacionamentos. Por meio de comunidades ou de seus sites, essas empresas criaram diferentes formas de envolver os clientes em sua linha de produção, melhoria dos produtos, criação e desenvolvimento etc. “A plataforma mudou, mas as razões para a comunicação não. Tenha sempre a transparência nestas relações e responda prontamente a sugestões e críticas. Aliás, as críticas são excelentes termômetros para os processos de melhoria. Basta enxergar os problemas como fonte de inovação’, conclui Charlene.

Katia Cecotosti, editora do HSM Online

HSM Online
26/03/2010

Charlene Li 2 - O que é realmente importante nas redes?

Cobertura Especial - Seminário HSM Charlene Li
O que realmente é importante nas redes?

Charlene Li, especialista em mídias sociais, fala da importância do diálogo e de respostas a clientes como os maiores diferenciais nas redes
“O que importa não é a tecnologia, mas as relações que você forma nas redes”. Charlene Li, uma das maiores especialistas em mídias sociais começou a sua apresentação em São Paulo com esta reflexão. Pela primeira vez no Brasil, a especialista abordou durante o Seminário sobre Estratégia em Redes Sociais, organizado pela HSM, no dia 25 de março, o conceito de como criar um maior engajamento das pessoas/clientes na rede.

Para Charlene, o que vale em todo este novo contexto das mídias sociais é apertar a mão do cliente. “As mídias sociais permite que você forme relacionamentos novos e de novas maneiras. A forma de falar com o cliente mudou. Levar apenas uma mensagem para o cliente não é mais a fórmula que funciona em marketing. É só pensarmos em quantos clientes preferem conversar, especialmente com os negócios e marcas que passaram a amar”, explica.

As redes sociais tornaram as conversas mais humanas entre empresa e cliente, diminuindo o tom corporativo. Ao invés de conversar com um press release, já é possível falar diretamente com o diretor de um produto. Charlene ressalta que fazer campanhas e se basear apenas nas métricas como resultado já é um modelo também em desuso. “O novo jeito de se fazer marketing é ter um relacionamento contínuo e ver como ele se desenvolve. Neste caminho é possível enxergar a via por onde se passa, planejar para onde quer ir e se desenvolver para isso”, enfatiza.

Então, como fazer para entender todo esse universo e saber para onde caminhar? Charlene dá a dica: foque na sua estratégia. “Tenha um objetivo em mente e entenda os gráficos sociais. É imprescindível saber o que as pessoas fazem, pensam e o que elas esperam. Isso é entender o que as tecnologias sociais podem fazer a nosso favor. Aproveitar este diálogo e dar todo o apoio necessário transformando este relacionamento em inovação é a maneira mais inteligente de utilizar as redes”, comenta Charlene.

Além de um objetivo claro, as empresas devem ainda pensar no que realmente querem fazer e depois examinar as mídias sociais para aplicar em seus negócios. “A estratégia não é uma linha reta, ela vai tomar muitos caminhos. É como um casamento. Você não inicia um relacionamento pensando em casar. A relação vai se construindo aos poucos. Nas redes sociais a lógica ainda é a mesma. Portanto, encontre onde seus clientes estão, mapeie a sua vida social e entenda como ele pode compartilhar seu conteúdo. Depois disso, crie mecanismos de interação, seja por meio de comentários ou outra forma. O importante é criar a via de mão dupla e fazer das redes um resultado para a empresa, conclui.



Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online
25/03/2010

Chalene Li no Brasil - 5 etapas para ...

Cobertura especial - Seminário HSM Charlene Li
Aprenda a engajar na sua rede social

Veja as cinco etapas para atrair, envolver e conquistar pessoas em comunidades virtuais
Aprender a engajar as pessoas nas mídias sociais pode, além de gerar um maior relacionamento com os clientes, aumentar ainda o faturamento das empresas. Para Charlene Li, uma das maiores especialistas em mídias sociais, o engajamento social e o aumento do faturamento podem estar ligados diretamente, pelo menos foi o que mostrou uma pesquisa realizada pela Altimeter Group. “O estudo EngagementDB.com analisou as 100 maiores marcas do mundo e apontou que as três primeiras colocadas (eBay, Dell e Starbucks) cresceram 18% no último ano. A conclusão é de que tem algo em relação as marcas que estão prontas para interagir que permite este sucesso financeiro”, afirma Charlene, que participou no dia 25 de março, do Seminário sobre Estratégias de Redes Sociais da HSM.

Charlene se baseia no conceito de Pirâmide de Engajamento, onde cinco passos precisam ser entendidos e identificados para trazer as pessoas para dentro da empresa. O primeiro é o que ela chama de Watching, onde existem pessoas apenas observando. Existe uma parcela das pessoas que se envolve apenas pela observação. Entram nas mídias, assistem vídeos, lêem blogs, mas não chegam a postar ou contribuir com conteúdo.

Para engajar esses observadores, a empresa deve buscar informações sobre o cliente e criar ferramentas para gerar mais participação. “Quando você quer envolver as pessoas é necessário entender qual conteúdo elas estão consumindo, o que estão lendo, o que querem saber, se o conteúdo chega a elas ou não e qual o tipo de pessoa atrai o conteúdo. Para isso, a empresa pode criar espaços e canais para gerar mais comentários e participação do público, seja pelo site institucional ou por outra plataforma de rede social”, exemplifica.

Um segundo andar da pirâmide, é o Sharing, ou a forma que as pessoas compartilham as informações. “Porque as pessoas compartilham? A resposta é simples: porque elas se sentem bem por terem ajudado alguém e há muitas maneiras de estimular esse compartilhamento. Você pode pedir opiniões e incluir comentários nos produtos, por exemplo. Muitas empresas têm aberto espaços nos sites para receber sugestão sobre seus produtos e inovar a partir daí”, explica Charlene.

Numa terceira etapa está o Commenting, onde se dará a forma de engajar os comentários. Veja como está seu site hoje, se existe espaço nele para comentários e interação. Se a ferramenta é uma via de mão-dupla e se ajudará esta comunidade a se desenvolver. Numa quarta fase, a da Producing, está a Produção, onde surge a necessidade de identificar e interagir com o público. Empresas como Walmart conseguiram, por exemplo, desenvolver um blog escrito por mães e não por eles. Por meio dos posts, a empresa consegue ouvir o que as consumidoras têm a dizer e desenvolver melhorias”, salienta a especialista em mídias sociais.

E finalmente, a última etapa é a Curating, ou Curadoria, onde a moderação atinge um ponto estratégico. No meio dos membros da comunidade é importante eleger algumas pessoas que atuarão como embaixadoras, com o papel de entender as necessidades, identificá-las e levá-las de volta a empresa. “A empresa precisa tratar essa pessoa como um conselheiro confiável e lembrar-se de reconhecê-la no momento certo. Na minha visão, o Brasil tem compartilhado bem suas informações. Acredito que os clientes já estão prontos para as mídias sociais. Resta conseguir esta interação e achar o tom adequado para lidar com esta comunidade”, finaliza.

Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online

HSM Online
25/03/2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Indústria Farmacêutica 2.0: O potencial da interactividade

À medida que a Web evolui, as suas potencialidades aumentam. Já não se resume à procura e à compilação de informação ou mesmo às conversas. Actualmente, existem comunidades na Internet, redes sociais paralelas à realidade que, por vezes, se confundem ou mesmo se misturam… Chegou a Era da Web 2.0.
Hoje em dia, quem não interage com os amigos através do Facebook ou do Hi5? Quem não procura trabalho ou se mantém receptivo a novas propostas de emprego através do LinkedIn? Quem não expressa as suas opiniões nos blogues?
«O conceito de rede social ou media social é muito recente», diz o responsável pelo departamento de multimédia e tecnologia da agência Maria Design. Trata-se «de grupos de indivíduos com interesses, valores e objectivos comuns que partilham informações». Para Afonso Silva, a palavra-chave é “interacção”, pois «as pessoas podem partilhar informação e “encontrar-se”, independentemente do tempo ou do espaço».
As redes sociais são «um canal de comunicação revolucionário, porque passou a ser possível comunicar com consumidores espalhados por todo o mundo -nalguns casos, quase em tempo real -, de uma forma global e, ao mesmo tempo, personalizada, o que nos permite passar mensagens genéricas e criar relações individuais», explica Pedro Vieira, digital marketing manager, na Djomba.
Ao longo dos anos, as redes sociais têm-se multiplicado. «O Orkut é um dos media sociais mais importantes, assim como o My Space, o Twitter, o Flickr, o Facebook ou o LinkedIn», salienta Afonso Silva, alertando que, no entanto, «as empresas costumam esquecer-se que o media social mais importante e que serve de principal intermediários com os restantes é o blogue». Através deste, uma marca «pode dar a conhecer mais informação sobre o produto, de forma informal, e, portanto, mais credibilizada pelos consumidores, pode ligar as actualizações do blogue ao Twitter ou ao Facebook automaticamente (deste modo, não são os consumidores que procuram a informação; esta vai ao encontro deles)», acrescenta o profissional da Maria Design.
Potencialidades das redes
Para Pedro Vieira, a partir do momento em que utilizam as redes sociais, «deixamos de ter como objecto de comunicação uma massa anónima, teoricamente congruente, estratificada com determinadas características que consideramos representativas dos nossos actuais ou potenciais clientes, e passamos a falar directamente com pessoas».
As fórmulas usadas para promover/lançar produtos na Televisão, Rádio e Imprensa não se aplicam às redes, uma vez que «aqui as pessoas desempenham papeis activos, quase imediatos, no reforço positivo ou negativo da mensagem difundida», sublinha o digital marketing manager, por isso alerta que «as implicações deste tipo de tecnologia no planeamento de acções ou campanhas de marketing são dramáticas».
Se por um lado, «passou a ser extremamente fácil deitar por terra planos de marketing que custaram dezenas de horas e dores de cabeça a serem elaborados (e aprovados), por outro, temos uma resposta imediata do sucesso (ou não) de uma campanha e podemos agir em tempo real para tentar inverter resultados negativos ou reforçar efeitos positivos inesperados de uma campanha de sucesso». Isto porque «os comentários dos consumidores ajudam-nos a identificar e corrigir erros e a adaptar-nos a às suas necessidades reais. Deixámos de ter peças fechadas (anúncio de Televisão), passámos a ter uma base de trabalho colaborativa entre a marca e os consumidores (construção progressiva de uma relação de confiança)», conclui Pedro Vieira.
IF e as redes sociais

Na Indústria Farmacêutica (IF), segundo Afonso Silva, «os laboratórios que se aperceberam das potencialidades que as redes sociais e o marketing viral encerram já apostaram fortemente nestes meios», sendo que os mais comuns são «os blogs, os micro-sites, os e-mails e o Youtube – muito usado para transmitir testemunhos de doentes, documentários sobre doenças ou opiniões de profissionais de saúde».
Lançada em Maio de 2009, «a Web TV Sanofi-Aventis dá vida à comunicação na IF e “abre uma janela para a vida da nossa empresa”», garante a responsável pela comunicação interna e institucional da companhia. Actualmente, «os seus conteúdos já podem ser partilhados de um modo extremamente fácil nas redes sociais, como o Facebook e outras similares. Para além disso, os nossos vídeos podem ser votados e existe um formulário para enviar comentários», menciona Luísa Silva, acrescentando que «acreditamos que brevemente possa haver mais novidades na área da comunicação da empresa».

A TV Sanofi-Aventis é, no fundo, «uma fonte interactiva de informação, actualizada regularmente, que surgiu de uma vontade global de aumentar a transparência e de dar a conhecer a nossa estratégia, criando um novo canal de diálogo, de livre acesso, entre a companhia e os seus diversos públicos».

Ao alcance de quase toda a população com acesso à Internet, Luísa Silva afiança que uma das mais-valias da Web TV reside no «poder das histórias reais, vividas por pessoas reais no seu dia-a-dia na IF», pois neste media são abordados assuntos «tão diversos como a esperança da descoberta de um novo medicamento ou de uma nova cura para uma doença, a nossa solidariedade em vários países e regiões de África à Ásia (Vietname), histórias de pessoas com qualquer tipo de incapacidade (por exemplo, surdez) que actualmente são colaboradores bem integrados na nossa estrutura ou como o Tai Chi mudou a vida de Laurence, etc...»
Este tipo de comunicação, «que conta histórias com paixão e emoção, onde constam palavras como “respeito”, “dignidade”, “ética”, “responsabilidade”, “equilíbrio”, “bem-estar”, pode ser um verdadeiro desafio num meio onde existe uma grande regulamentação. Acreditamos que este é um canal que pode criar laços de confiança com os nossos doentes e com todo o nosso público», salienta a responsável.

A TV Sanofi-Aventis acaba por se tornar num elo de ligação entre a empresa e «os media/jornalistas, profissionais da saúde, doentes, público em geral e, obviamente, os nossos colaboradores em todo o mundo».
De acordo com a responsável, esta “ferramenta” tem tido uma excelente aceitação por parte dos diversos públicos. De tal modo, que em Espanha foi galardoada com o melhor CSR Web na categoria Farmacêutica, na segunda edição dos prémios “Favoritos na Net”, atribuídos por dois meios de comunicação especializados, o “Diario Médico” e o “Correo Farmacêutico”. Já ao nível interno, «os colaboradores estão entusiasmados por poderem dar a conhecer o seu trabalho e pela valorização e reconhecimento inerentes».
A vantagem do Twitter
Mas, para Afonso Silva, «surgem agora também as apostas no Hi5, no Facebook ou no Twitter», sendo este último um meio claramente paradigmático no que toca ao modo de funcionamento e disseminação de uma mensagem por um laboratório farmacêutico. O responsável pelo departamento de multimédia e tecnologia explana: «imagine-se que vai ser lançado um medicamento – neste caso, não sujeito a receita médica – para tratar uma patologia à qual não é geralmente dada muita importância. Numa primeira fase, o laboratório pode criar um site sobre a doença, para criar awareness, e divulgá-lo junto de todos os blogues, comunidades virtuais, fóruns e sites que abordam essa patologia. Por sua vez, esses media encarregar-se-ão de disseminar a mensagem original pelos seus contactos. Numa segunda fase, o próprio laboratório poderá criar o seu próprio blogue e listar-se no Twitter, seguir um sem-número de pessoas, no Facebook e em comunidades virtuais de doentes ou pessoas interessadas na patologia. Todas as actualizações feitas no blogue são automaticamente feitas nas outras redes sociais. Como não é o próprio laboratório que se lista nas redes sociais, mas o “nome” do site ou do projecto, a informação não aparece associada a publicidade e, nesse sentido, as pessoas vão tratá-la como informação credível e partilhá-la, por sua vez, com os seus contactos».
É, no fundo, um canal de media «sem custos, que não é associado ao anunciante, logo exponencia a credibilidade da mensagem», conclui Afonso Silva.
Quem já aderiu ao Twitter foi o Alto-Comissariado da Saúde (ACS). Isa Alves, assessora de comunicação, refere que o objectivo é «diversificarmos a nossa comunicação e os públicos-alvo a quem nos dirigimos». Como vantagem adianta o «facto de os utilizadores não terem de abrir o site do ACS para terem acesso à informação que consideramos pertinente. A informação vai ter com eles, directamente ao seu perfil. Caso se interessem pelas matérias divulgadas e queiram uma informação mais pormenorizada, acabarão por aceder ao site».
O feedback tem «sido muito positivo». Para a assessora, «cada vez mais instituições públicas estão a reconhecer as potencialidades das novas formas de comunicação e isso é óptimo, porque as instituições têm que se adaptar às novas realidades se querem manter uma comunicação eficaz com os seus públicos».
A desvantagem mais vezes associada «pelos “velhos do Restelo” a esta forma de marketing é a sua imprevisibilidade», alerta Afonso Silva. Não obstante, apesar do canal de comunicação não ser controlável, «existem formas cada vez mais eficazes de gerir o risco – mínimo, quando comparado com o investimento de uma campanha publicitária tradicional».
Marketing viral

As redes sociais são um excelente canal para realização de campanhas de marketing viral. «A facilidade de propagação exponencial de uma mensagem é muito elevada neste meio, já que a sua mecânica base de funcionamento consiste na partilha de informação e conteúdos entre os membros», aponta Pedro Vieira, explicando que «qualquer utilizador consegue facilmente partilhar conteúdos (por exemplo, fotografia, vídeo, link) com o seu grupo de amigos e conhecidos. Esses conteúdos podem fazer parte de uma campanha de marketing social construída por uma marca especificamente para redes sociais, como acções específicas ou como suporte de campanhas em realização nos canais tradicionais».
Afinal, é completamente diferente receber informação enviada por uma marca (entidade com objectivos comerciais definidos) ou por recomendação de um amigo. «Neste último caso, existe, potencialmente, uma maior abertura para a recepção da mensagem e exploração dos conteúdos propostos – já que existe uma relação pessoal concreta, implicada no processo de partilha. É a mesma coisa que receber um folheto promocional de um desconhecido ou encontrar um amigo e começar a conversar sobre uma promoção que lhe chamou a atenção», refere digital marketing manager da Djomba.
Mas se com os canais tradicionais se consegue atingir um público mais alargado e diversificado, especialmente em termos de faixas etárias mais idosas, esta é, de acordo com Pedro Vieira, «uma tendência que se tende a esbater rapidamente – a taxa de penetração de telemóveis, computadores e Internet na sociedade portuguesa é cada vez maior. É apenas uma questão de tempo, até as audiências da Internet ultrapassarem as dos meios tradicionais».
Por outro lado, este responsável destaca que «um efeito interessante é verificar que campanhas iniciadas em redes sociais, por vezes, começam a ser difundidas fora delas – o mesmo utilizador que tem uma conta no Facebook, também tem um blogue, e pode comentar ou promover um produto ou marca que captou a sua atenção, fora do canal inicial de difusão da mensagem». E este efeito não se restringe sequer à Internet, visto que «num jantar de família, o mesmo utilizador pode comentar com a esposa que achou interessante determinada campanha, ideia ou produto», ou seja, «passamos assim do meio digital para o mundo real, mas mantemos o motor básico de propagação da mensagem – a existência de uma relação pessoal; seja ela entre a marca e o consumidor, ou entre o consumidor e um elemento da sua família».
Na opinião de Afonso Silva, o marketing viral é uma ferramenta «ainda subestimada pela Indústria Farmacêutica, mas cujo potencial é enorme, com impactos já comprovados internacionalmente e mesmo em Portugal, noutros sectores». Isto porque as suas principais vantagens são «o seu efeito rápido e massivo», daí que, se bem utilizado, «propaga-se como uma epidemia ou um vírus pelos públicos-alvo que pretende atingir».
Tal como Pedro Vieira, realça a importância da informação partir de um amigo ou familiar e não da empresa detentora do produto. «Faz toda a diferença quando um familiar, um amigo ou alguém com credibilidade nos recomenda um produto ou uma marca. Este “boca-a-boca” (ou word-of-mouth) é, na essência, marketing viral». E apesar de existir desde sempre, as suas potencialidades «foram ampliadas com o aparecimento da Internet, em duas fases temporais específicas: na primeira, através de sites, nos quais era possível recomendar o link a um amigo, votar em determinado produto e ler as recomendações de outros consumidores, aceder a serviços gratuitos (newsletters, promoções, etc...) mediante o registo de dados pessoais, participar em jogos e concursos, entre outras funcionalidades; na segunda fase, as redes sociais potenciaram a disseminação das mensagens e as ferramentas já existentes do marketing viral: blogues, Youtube, Linkedin, Facebook, Twitter, Myspace, Orkut, Flickr, etc…».
Contratar através das redes
Porém, o potencial das redes sociais não se circunscreve apenas às questões relacionadas com os produtos ou imagem de uma empresa. Hoje em dia, contratar colaboradores pode estar à distância de um “clique”.
«As redes sociais já adquiriram uma importância tal, que os próprios laboratórios contratam ou procuram directamente profissionais registados nesses media sociais», diz Afonso Silva, que, a título de exemplo, menciona o LinkedIn, «a maior comunidade virtual de profissionais, na qual cada inscrito pode colocar não só o seu curriculum vitae, mas também partilhar discussões, publicar artigos e moderar comentários; desta forma, o contratador tem uma ideia muito mais objectiva das competências desses profissionais. Muitos deles têm também o seu blogue, no qual partilham conhecimentos profissionais ou pessoais, dando uma perspectiva global do que é capaz de fazer. O mesmo se passa com o HI5». Na sua opinião, tudo isto diz muito mais do que um mero curriculum vitae, «porque é actualizado diariamente e é interactivo».
Também para Pedro Vieira, «a identificação de potenciais colaboradores para uma empresa pode ser bastante facilitada com o recurso a redes sociais profissionais, «tais como o LinkedIn, Plaxo, Xing e a rede portuguesa The Star Tracker».
A diferença entre sites e portais de emprego e as redes sociais é que, de acordo com o digital marketing manager da Djomba, nestas, para além da informação sobre a experiência profissional e competências do candidato, «conseguimos obter um conjunto de informação muito rica (e concreta) sobre a cultura, os interesses e as relações profissionais do candidato, sem necessidade de nenhum contacto directo com o mesmo». Esta situação permite «diminuir custos operacionais (como horas de entrevistas pessoais) e aumentar a qualidade dos candidatos seleccionados para participarem no processo de recrutamento e selecção», conclui Pedro Vieira.
Redes sociais e MSRM
Um estudo realizado nos Estados Unidos da América (EUA), citado por Afonso Silva, sobre a eficácia das redes sociais no lançamento de um novo medicamento sujeito a receita médica (MSRM), isto é, cuja campanha só se dirigia aos médicos – tradicionalmente, o marketing é one-to-one, através da visita do delegado de informação médica – concluiu que, «mesmo neste contexto de marketing, já por si customizado, o contágio social é importante para fomentar a adopção de novos produtos pelos médicos, e esta importância aumenta com o tempo».
Segundo este responsável da Maria Design, dois meses após o lançamento do novo medicamento, o contágio social entre médicos representava, em média, 45% de probabilidade da adopção do novo medicamento, e quatro meses depois já representava 54% da probabilidade. Ao 17.º mês, representava 90%. «Quer isto dizer que os adoptantes iniciais do novo medicamento se tornaram influenciadores dos consumidores, promovendo, eles próprios, o produto. A chave, neste caso, de uma estratégia de marketing viral é escolher esse painel de adoptantes iniciais. Os KOL (Key Opinion Leaders) são elementos-chave muito familiares da Indústria Farmacêutica. Nas redes sociais, as informações dadas por estes KOL propagam-se muito rapidamente, devido à sua credibilidade e influência».
Artigo publicado na revista MF46, Setembro/Outubro 2009

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ainda comemorando a Semana do Dia Internacional da Mulher

Eu quero sempre ser o tipo de mulher que, quando seus pés tocam o chão a cada manhã, o diabo fala "Oh droga, ela acordou! "
A vida é muito curta para acordar com arrependimentos.
Acredite que tudo acontece por uma razão.
Se tiver uma segunda chance, agarre com as duas mãos.
Se isso mudar sua vida, deixe acontecer.
Beije devagar.
Perdoe rápido.
Deus nunca disse que a vida seria fácil.
Ele simplesmente prometeu que valeria a pena.
Eu sou tão forte quanto o chocolate que como,
o shampoo que uso e as amigas que tenho.
É muito bom ser mulher!

O que eu espero do Mundo Digital

O que eu mais ouço ultimamente são as palavras mashup, twitter, facebook, wave, se propaganda com intensa velocidade.
Sem falar na loucura que foi :
A Susan Boyle no youtube
O Obama nas redes sociais
Criação de novos browsers
O crescimento no Twitter e do Facebobook no Brasil
A preocupação com o meio ambiente
Enquetes, Fóruns e Posts agregados ao Marketing

Eu espero que o uso das redes sociais seja maduro e consciente. Eu noto que estamos na Era do Conhecimento e da Reputação Digital de cada um de nós e das empresas, também percebo o melhor aproveitamento do tempo e acredito que essa mudança de comportamento irá afetar muito os sites em Flash por levarem mais tempo para carregarem.
O que eu mais comemoro é a penetração da internet nas classes D e E que já está acontecendo fortemente. Estamos numa nova "Era de comportamento e comunicação" e não em um "Momento".
Não temos mais volta...que bom!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Competência Comunicativa 2.0

A web está ajudando governos a se tornarem mais participativos e interativos.


Por Selma Santa Cruz

A posse de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos faz desta realmente uma semana histórica. Não apenas por se tratar de um negro, num mundo onde a pele escura ainda transforma milhões de pessoas em cidadãos de segunda classe. Nem somente pela proposta de mudança radical nas políticas obtusas da superpotência americana durante o governo Bush. Mas, principalmente, a meu ver, pela ambiciosa intenção de Obama de inaugurar uma nova era na democracia, com recurso às novas tecnologias de comunicação para abrir canais efetivos de participação popular na gestão pública. Será o primeiro experimento de e-government em larga escala, com o suporte de plataformas interativas para democratizar o debate sobre decisões do Executivo. Obama promete ir além da prestação de serviços e da transparência on-line, para transformar a interatividade digital em política de Estado.

Trata-se, portanto, de um marco também sob a ótica da comunicação. A transformação meteórica do obscuro senador de nome impronunciável no homem – e na marca - mais poderosos do mundo, em apenas um ano, é talvez o mais exemplar case de branding e comunicação integrada das últimas décadas. Num mundo saturado de mensagens, e cada vez mais cético em relação a promessas, seja de políticos ou de campanhas publicitárias, Obama foi além das prescrições desgastadas do marketing tradicional para provar que a capacidade de comunicar de forma segmentada, relevante, crível – e sobretudo interativa – pode viabilizar o impossível. Ao colocar a Internet no centro de sua estratégia e explorar todo o potencial colaborativo da Web 2.0, ele tornou-se o primeiro político da era da sociedade em rede. E deu uma lição de comunicação para as empresas que queiram se destacar neste novo mundo.

Claro que a competência comunicacional sempre esteve na base do sucesso político e Obama é incomparável no dom da retórica. Mas foram sua visão e estratégia de comunicação integrada, centrada na nova lógica digital, que o catapultaram ao poder, e é isto que interessa continuar a acompanhar daqui para frente. Na essência, esta estratégia ampliou exponencialmente, via tecnologia, a mobilização de base que ele aprendera, quando jovem, no trabalho político nos bairros pobres de Chicago – agora turbinada como mobilização viral via redes sociais. Em vez de marchar pelas ruas, ou bater de porta em porta em defesa da causa, como faziam os defensores dos direitos civis da década de 60, seus partidários tiveram à disposição ferramentas e softwares poderosos para alcançar milhões de pessoas com alguns cliques, e conseguiram abarrotar os cofres da campanha com meio bilhão de dólares de doações on-line.

A comunicação digital provou o seu poder como matriz de uma estratégia integrada, alimentando e sendo retro-alimentada pelas ações de comunicação de massa e presencial, e dando origem, por meio de blogs, wikis e outros recursos de compartilhamento, a uma imensa e engajada comunidade política. Ela permitiu criar, por meio de mídia segmentada, um movimento de massa, quase um partido paralelo virtual, que o novo governo continuará estimulando como base de pressão sobre o Congresso. Com o eixo digital, Obama pode dispensar a intermediação da imprensa e dos formadores de opinião tradicionais para mostrar que já é possível, e mais vantajoso, abrir canais diretamente com o público.

É mais uma prova de que o ambiente digital e o progressivo empoderamento de cidadãos e consumidores exigem novos modelos de comunicação e, principalmente, novas competências comunicacionais. A comunicação corporativa já vem se impondo há décadas como competência crítica para o sucesso das empresas – e o destaque que agora ganha em Cannes e no mercado brasileiro, como assinalado por M&M, constitui mais um indicativo. Empresas vencedoras são empresas que se comunicam. Mas é o conceito de comunicação que está mudando. Em vez de monólogo, cada vez mais diálogo. No lugar da comunicação homogênea de massa, a comunicação interativa um-a-um. À la Obama.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Gostaria de Compartilhar esse texto dessa senhora sábia com todos

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEAVELAND, OHIO.

"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente "

terça-feira, 2 de março de 2010

Seminário no Brasil com a maior especialista do mundo em Redes Sociais

Lá vai o link para quem se interessar pelo seminário:

http://br.hsmglobal.com/contenidos/seminario_charlene_li.html?idCMSPortal=14&idCMSIdioma=3&gclid=CPCmodzFmqACFQtx5QodUUzkgA

Leitura: Fenômenos Sociais nos Negócios

Eu recomendo a leitura desse livro:
Fenômenos sociais nos negócios se baseia em dados reais sobre consumidores e experiência com dezenas de empresas. Você verá como os profissionais de marketing da Procter & Gamble provaram que o marketing sutil em uma comunidade foi quatro vezes mais eficaz do que a televisão, como a Best Buy aproveita a inteligência de seus mais de mil funcionários dentro de suas redes sociais, como a Dell se transformou quando incluiu a inteligência de seus consumidores em quase todos os seus departamentos e como uma vinícola sul-africana multiplicou suas vendas por 10 quando explorou o poder de blogueiros, YouTube, Facebook e todas as outras ferramentas do arsenal da tecnologia social. Você não pode ignorar essa tendência. Leia Fenômenos sociais nos negócios e aprenda como surfar nessa onda. Não há caminho de volta.

Editora: Elsevier
Autor: CHARLENE LI & JOSH BERNOFF